Se acha que eu sou selvagem
Você viajou bastante
Talvez tenha razão
Mas não consigo ver
Mais salvagem quem vai ser?
Precisa escutar com o coração
Coração
Se pensa que esta terra lhe pertence
Você tem muito ainda o que aprender
Pois cada planta, pedra ou criatura
Está viva e tem alma, é um ser
Se vê que só gente é seu semelhante
E que os outros não têm o seu valor
Mas se seguir pegadas de um estranho
Mil surpresas vai achar ao seu redor
Já ouviu um lobo uivando pra a lua azul?
Será que já viu um lince sorrir?
É capaz de ouvir as vozes da montanha?
E com as cores do vento colorir
E com as cores do vento colorir
Correndo pelas trilhas da floresta
Provando das frutinhas o sabor
Rolando em meio a tanta riqueza
Nunca vai calcular o seu valor
A lua, o sol e o rio são meus parentes
A garça e a lontra são iguais a mim
Nós somos tão ligados uns aos outros
Neste arco, neste círculo sem fim
A árvore aonde irá?
Se você a cortar nunca saberá
Não vai mais o lobo uivar para a lua azul
Já não importa mais a nossa cor
Vamos cantar com as belas vozes da montanha
E com as cores do vento colorir
Você só vai conseguir
Dessa terra usufruir
Se com as cores do vento colorir
-Jon:
Se eu não te encontrasse
Nem sentisse este amor
eu jamais iria supor
Que a vida é o maior bem
Se eu jamais te visse
Desde o dia em que eu vim
Não veria que você
É o que faltava em mim
Onde
há tanta falsidade
E terror no ar
Eu só vejo a verdade
Ao olhar o seu olhar
E eu quero agradecer
Tantas coisas me fez ver
E o destino quis que eu te encontrasse
-Pocahontas:
Se eu não te encontrasse
Nem sentisse este amor
Eu jamais iria supor
Que a vida é o maior bem
E eu quero agradecer
Tantas coisas me fez ver
E o destino quis que eu te encontrasse
-Juntos:
O nosso amor tem grande emoção
E nos alegra o coração
O ódio e o medo têm poder destruidor
Só conduzem a inútil agressão
Mas ouça o coração que tem razão
-Pocahontas:
Se eu não te encontrasse
-Jon:
Eu vou sempre bem dizer
-Pocahontas:
Nem sentisse este amor
-Jon:
O momento de te ver
-Pocahontas:
Eu jamais iria supor
-Jon:
Dure o tempo que durar
-Pocahontas:
Que a vida é o maior bem
-Jon:
Vou desfrutar
-Juntos:
O nosso amor tem grande emoção
E nos alegra o coração
-Pocahontas:
O nosso amor tem grande emoção
E o medo só causa a destruição
-Jon:
Mas ouço o coração que tem razão
Tem razão
Quero agradecer
-Pocahontas:
Quero agradecer
-Jon:
Tantas coisas me fez ver
-Pocahontas:
Ouço o coração
-Juntos:
Que tem a razão
E o destino
Quis que eu te encontrasse.
Majestoso
como os Titãsda mitologia grega. Insubmergível
diziam os jornais da época. Assim foi o lançamento do Titanic, em 10 de abril
de 1912, quando o navio da companhia White Star Line realizou sua viagem
inaugural de Southampton (Inglaterra) rumo a Nova Iorque. A previsão para
alcançar a cidade americana era uma semana, no dia 17. Antes de rumar
definitivamente para o outro lado do Atlântico, o Titanic aportou em Cherbourg,
na França, e Queenstown, Irlanda, onde ainda embarcaram passageiros.
Considerado
o símbolo da tecnologia do século XX, o Titanic batia todos os outros grandes
barcos dos anos 20 com seu luxo e estrutura.
Medindo 270 metros de comprimento, o navio tinha, entre outras coisas,
campos de squash, piscina, sala escura para fotógrafos e elevadores. O famoso
restaurante, chamado de 'Café Parisiense', era decorado ao estilo jacobino, com
colunas douradas e objetos de prata finamente fabricados. O barco estava
equipado, também, com o sistema Marconi, a mais nova forma de comunicação
sem-fios da época.
O navio
zarpou com 2.227 pessoas a bordo entre homens, mulheres e crianças, sob o
comando do experiente capitão Edward J. Smith, que realizaria sua última viagem
antes de se reformar. Os passageiros da terceira classe eram, na maioria, imigrantes
que iam para a América em busca de uma chance de trabalho ou fugindo de um
passado difícil em seus países.
Após a
última parada em Queenstown, o navio seguiu viagem pelos mares do Atlântico.
Para passar o tempo, alguns passageiros se divertiam dançando ao som da banda,
outros faziam apostas sobre a data de chegada a Nova Iorque.
A viagem
transcorreu calma durante os quatro dias. Mesmo recebendo avisos de outros
navios sobre a existência de icebergs pelo caminho, o capitão Smith não se
importou e dizia que o navio era grande demais para ser abatido por um iceberg.
Ao contrário, a embarcação continuou navegando em sua velocidade máxima
(40km/h) porque, além de ser chamado o mais luxuoso e indestrutível navio
existente, os construtores queriam também que ele fosse considerado o mais
rápido. Para tanto, deveria alcançar Nova Iorque em menos de uma semana, tempo
previsto para a chegada.
Na noite
do dia 14 de abril, o comandante Smith já tinha ido dormir e pedira ao 1º
oficial, William Murdoch, que assumisse o seu posto e o avisasse de qualquer
imprevisto que ocorresse. Por volta de 23h40, o sino do cesto dos vigias tocou
três vezes, indicando que algo estava no caminho do Titanic. Murdoch conseguiu
ver que surgia à frente do navio uma massa escura de gelo. A ordem foi que se
virasse ao máximo a estibordo e se fizesse marcha à ré a toda potência.
Entretanto, a medida não foi suficiente para evitar o encontro entre o barco e
o iceberg. Parte da massa de gelo arranhou o casco da embarcação sob a linha de
água, abrindo um rasgo com mais de 90 metros em seis compartimentos estaques da
proa, que foram invadidos pela água.
Um dos
construtores do Titanic, Thomas Andrews, que estava à bordo, calculou os
estragos causados pelo choque e constatou que o navio tinha duas horas antes de
afundar totalmente. Com a inclinação do navio, todos os compartimentos foram
tomados pela água, tornando o naufrágio uma certeza matemática e inevitável. O
capitão Smith ordenou aos radiotelegrafistas o envio de mensagens de socorro e
iniciou os preparativos para que os passageiros abandonassem o navio nos barcos
de salvamento. Entretanto, haviam apenas 20 botes que, em sua capacidade
máxima, poderiam levar 1.178 pessoas. O número de barcos não foi maior porque
os proprietários julgavam que colocar mais deles comprometeria a beleza e o
conforto do Titanic.
O
desespero de tentar se salvar fez com que os primeiros botes saíssem sem a sua
capacidade total. Ao final, apenas 705 passageiros conseguiram se salvar. Às
2h20 da manhã do dia 15 de abril, o Titanic submergiu completamente. Os
sobreviventes foram resgatados pelo navio Carpathia, da Cunard (que se transformaria
na maior rival da White Star Line e a absorveria, tempos depois).
O
número de botes salva-vidas não era suficiente para salvar todos os passageiros Como
um gigante dos mares, construído com a mais alta tecnologia da época, pôde
sucumbir nas águas do Atlântico Norte?
Historiadores tentaram responder a essa pergunta, recuperando os acontecimentos
que levaram à tragédia do Titanic. Há diversas justificativas para a catástrofe
como as condições desfavoráveis do tempo e os defeitos no design e na
construção do navio. A
visibilidade dos icebergs localizados no Atlântico Norte foi prejudicada pelo
rigoroso frio do inverno de 1912 e pela calmaria dos mares polares. Além disso,
a falha de nenhum vigia possuir binóculos a bordo, a capacidade de a água
passar facilmente de um compartimento ao outro - devido à baixa altura das
divisões entre eles - e a fragilidade do aço utilizado na construção da
estrutura do barco - que era o de mais baixa qualidade da época - facilitaram o
choque com o iceberg. Outros
motivos salientados pelos historiadores que facilitaram a ocorrência da
tragédia foram o despreparo da tripulação em situações de risco, a falta de
testes do navio em sua velocidade máxima (40 km/h) e o fato de os operadores do
rádio de transmissão ignorarem os avisos de outros barcos sobre a existência de
geleiras no caminho.
A
descoberta dos destroços Em 1985, o
explorador Robert Ballard encontrou o lugar do naufrágio do Titanic no fundo do
Oceano Atlântico. O que restou do navio está localizado a mais de 3,5
quilômetros de profundidade, abaixo da ilha canadense de Newfoundland. O Titanic
tem se deteriorado com o passar dos anos - a maior parte da madeira, por exemplo,
foi comida por moluscos. Entretanto, para o explorador marinho, as ações do
homem têm acelerado ainda mais esse processo. As constantes viagens ao
destroços do navio, com equipamentos e plataformas pesados, danificam sua
estrutura. Além dos 'caçadores de troféus' que, desde a descoberta do local
exato do naufrágio, já retiraram cerca de 6 mil objetos do fundo do mar. Em 2001, no
intuito de diminuir o impacto da ação humana na destruição do Titanic, a
agência do governo norte-americano responsável pelo estudo dos oceanos
aconselhou que as atividades de visitação e busca na área interagissem o mínimo
possível com o navio e os artefatos que afundaram com ele.